sábado, 3 de março de 2012

Colo


“Chuva e sol, poeira e carvão..”
Que saudade! De todas as canções ecoadas por mais um retirante nordestino.
Um retirante, mais que notável, mais que enredado;
Opinião! Sua porta de entrada.
Opinião às vezes torta, de um personagem de uma época de mais valores.
Época de casamento com ideias unilaterais, mas de crias múltiplas...
Que saudade daquele coração contido, confuso e contestador.
Perdido em alguns copos, mas que se encontrava num olhar saudoso de sua busca. 
Busca não compreendida e acho que transferida para suas crias.
“Ser ou não ser, eis a questão!”
Do coração que não me lembro de dar-me colo!
Ou a única que vez que me lembro, de um colo, foi quando:
depois de minha vida tão precoce, quase perdida! Trouxe-me da Av. Paulista, num ônibus até São Miguel Paulista. Singular era o colo.
Que memória é a minha! Tão desfavorável. Demorou pra registrar o seu olhar!
Um olhar orgulhoso da minha união, da minha concepção gemelar...
Olhar que me é tão necessário pra viver...
“Mar e terra, Inverno e Verão, Mostro um sorriso, Mas eu mesmo não. E a saudade no coração.”
Aquiete sua alma!
Sou fruto talvez de sua busca. Sou feliz por todas as canções que ouvi...
Letras de que não me lembro, mas uma voz... Inesquecível.
“E agora José!”

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